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IGREJA DO CARMO

By 4 de fevereiro de 2020 No Comments

Igreja do Carmo

Texto – Livro – Olinda – Gilberto Freyre

Primeiro Templo Carmelita das Américas

O convento de Santo Antonio do Carmo da Cidade de Olinda foram um dos vastos mosteiros que se começaram a erguer no Brasil no primeiro século de sua colonização. Quase uma fortaleza marcando a conquista deste pedaço da América tropical para Nosso Senhor Jesus Cristo.

Começadas as obra em 1588, um documento do arquivo dos frades deixar ver que em 1615 não estavam concluídas. Eram obras grandes: arrastaram-se com algum vagar.

 

 

Tudo indica que a decoração das capelas da Igreja do Convento do Carmo foi das mais ricas da época, concorrendo para elas com doações e dinheiro alguns do senhores de terras mais opulentos de Pernambuco.

Tornou-se famosa a imagem de N.S. da Boa morte do convento, que tendo vindo de Lisboa numa charrua, esta, já no porto, foi numa noite de tormenta de encontro aos arrecifes, afundando. E só livrou o caixão com a imagem Santíssima da Senhora, que andou três dias combatido as ondas. Conclue o cronista que a imagem não sofrera lesão nenhuma das águas do mar, guardada e defendida como foi pelos anjos: e só se viu que lhe faltada um dedo. E mandaram fazer outro, de vários materiais, nenhuma senhora quis aceitar, e por fim lhe puseram um rico anel de pedras preciosas para encobrir a falta.

 

Essa N.S. da Boa Morte foi uma das nossas senhoras mais milagrosas que segundo a tradição e as crônicas, teve Olinda, sua festa tornou-se uma das mais pomposas e diz-se que ela em 1686 livrou os religiosos do Carmo da terrível epidemia que assolou Pernambuco.

Não sabe se já estava N.S. da Boa Morte no seu altar do convento ao chegarem os holandeses a Pernambuco em 1630, quando cheio de fúria procuram destruir não só igrejas como conventos e sobrados de residencias de Olinda, poucos edifícios tendo escapado ao fogo dos hereges.

Alguns cronistas pensam que o Convento do Carmo escapou do fogo de 1631, é o que parecem indicar lajes de sepultura e inscrições de capelas anteriores à invasão dos flamengos.

 

 

Do Convento é que só há hoje um outro vestígio. Sua ruína não se sabe precisamente em que época principiou: nos começos do século XIX, talvez. Em 1907 foi demolida a fachada principal – a última que restava de pé.

 

 

 

 

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