Sem categoria

Catedral da Sé – Olinda

By 11 de fevereiro de 2020 No Comments

Igreja São Salvador do Mundo – Sé

Essa velha igreja por assim dizer matriarcal data dos primeiros dias de Olinda. À sua sombra de mãe tem nascido e morrido muita igreja por todo este Nordeste. Foi igreja paroquial – Igreja do Salvador e depois Sé.

Atravessou a guerra holandesa. Os holandeses lhe faltaram com o respeito, mas não a destruíram. Ao contrário: depois deles, ela cresceu. Tornou-se Catedral.

 

No século XVIII, sofreu grandes reparos que só terminaram em 1711. Quase uma reconstrução. Até que em 1911 iniciou-se a reforma que reduziu a velha igreja a um gótico de caricatura. O reformador esmerou-se em acatitar(embelezar) a igreja; emagrecer-lhe as torres foi talvez o seu maior cuidado de esteta. A catedral perdeu então seu ar de matriarca gorda.

 

Reconstrução de 1656 a 1676, após o incêndio de 1631 Estilo Barroco

Durante essa infeliz reforma houve até profanação: da sepultura de Dom Mathias retirou-se a campa de mármore que foi então posta sobre a sepultura de outro bispo: Dom Francisco José Maria de Araújo, na capela de Santo Cristo.

 

 

 

 

Reformada na década de 1930 -Estilo Neo-Barroco

Ultimamente a catedral de Olinda vem sofrendo reparos por iniciativa do Arcebispo Dom Miguel Valverde, a quem se devem também trabalhos de conservação do Seminário; e esses reparos hão de atenuar os horrores da reforma de 1911. Mas esforço nenhum será capaz de reconstruir a velha Sé, da qual desapareceram, por ocasião daquelas obras, painéis a óleo, quadros inteiros de azulejos, jacarandás, ornamentos de talha.

Já estavam então desfalcados de documentos preciosos os dois grandes armários embutidos nas paredes da sala das reuniões capitulares nos quais por muitos anos se conservaram, com outros de maior valor, o chamado Livro Velho da Sé.

Vista de Olinda – do Alto da Igreja da Sé

Imagem N.Sra. Da Conceição

Igreja São Salvador

Reformada de 1974 a 1978 – Estilo Maneirista

Imagem N.S.da Conceição

Imagem de Santo Antonio de Pádua

 

texto – Livro – Olinda – Gilberto Freyre

Leave a Reply